

A temática do 40° Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o Ano França no Brasil, se fez presente nos concertos da terça-feira, 21. Tanto no programa da Igreja São Benedito às 15h30 como no do auditório Claudio Santoro às 21h, os compositores franceses estiveram presentes.
Às 21h no auditório Claudio Santoro, foram executadas exclusivamente obras de compositores franceses. Na primeira parte do concerto, o clarinetista Cristiano Alves e a violoncelista Diana Ligeti interpretaram Discottocatta, de Guillaume Conerson. Em seguida foram executadas duas obras: Quarteto em dó menor Op. 15, de Gabriel Fauré e Danças Sacras e Profanas, de Claude Debussy.
Na noite de terça-feira, 21, dois bolsistas tiveram o privilégio de se apresentarem junto à grupos de câmara formados por professores. Na peça de Debussy, o violista Samuel de Paula e Passos, tocou ao lado da harpista Rita Costanzi, dos violinstas Kees Hülsmann e Bart Vandenbogaerde, do violoncelista Dennis Parker e do contrabaixista Cristian Braica.
“Em um primeiro momento fiquei nervoso, mas depois percebi que a honra de tocar com esses músicos era maior do que qualquer receio”, afirmou Samuel, que participa pela quarta vez consecutiva do Festival de Campos do Jordão. Segundo ele, a edição deste ano do evento está mais equilibrada em relação ao trabalho orquestral e à música de câmara. “Acredito que a música de câmara e a música orquestral são complementares. A orquestra é sem dúvida onde iremos encontrar mais oportunidades de trabalho, mas conhecer e tocar música de câmara torna o instrumentista mais completo”.
Após o intervalo, mais duas obras de compositores franceses foram executadas: o Sexteto, de Francis Poulenc e Introduction e Allegro, de Maurice Ravel. O encerramento, com a peça de Ravel, trouxe ao palco o bolsista Igor de Carvalho (clarinete), ao lado dos mesmo professores que se apresentaram junto com o violista Samuel Passos, com exceção de Dennis Parker e com a inclusão de Gabriel Marin (viola), Diana Ligeti (violoncelo) e Jannete Landré (flauta).
Segundo a violoncelista Diana Ligeti, professora do Conservatório de Paris, Igor de Carvalho se integrou muito bem ao grupo e não houve distinção entre alunos e professores na hora do concerto. O bolsista afirmou que os tutores foram muito atenciosos e simpáticos com ele. “Considero que tive aulas com este grupo de câmara magnífico, e não ensaios. Essa reunião só é possível em um Festival do tamanho e importância do de Campos do Jordão”, revelou Igor.
Concerto na Igreja
Já na Igreja São Benedito, às 15h30, as Meninas Cantoras de Campos do Jordão, coral comandado pelo regente Guillermo Hernando, fizeram a abertura do concerto de música de câmara. As jovens cantaram três canções populares antes do professor de violoncelo do Festival Fábio Presgrave executar o Lamento Quase Mudo, do compositor Silvio Ferraz. Em seguida, bolsistas de harpa, flauta, piano, violino, viola, violoncelo e contrabaixo formaram trios, quartetos e quintetos de música de câmara para interpretar obras de Jacques Ibert, Franz Schubert, Cezar Franck, Nino Rota e Ney Vasconcelos.
Foto de Heloísa Bortz