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Guillaume Bourgogne rege peça de Stefano Gervasoni
Regente residente do festival, Bourgogne trouxe repertório contemporâneo ao auditório Claudio Santoro
15/7/2009

Na última segunda-feira, 13, o Grupo de Câmara do Festival se apresentou no Auditório Claudio Santoro. Guillame Bourgogne, regente residente desta edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, conduziu com impecável técnica os instrumentistas.

A formação do Grupo de Câmara do Festival contou com a mezzo soprano Luisa Castellani, os violinistas Luiz Amato e Eliane Tokeshi, o violista Ricardo Kubala, o violoncelista Fábio Presgrave, o contrabaixista Pedro Gadelha, as flautistas Sarah Hornsby e Cássia Carrascoza, os clarinetistas Luis Afonso “Montanha” e Diogo Maia, o fagotista Vincent Godel, a oboísta Kathy Halvorson, os percussionistas Carlos Tarcha e Tara Chamra, o trompista Adalto Soares, o pianista Paulo Álvares e o saxofonista Marcos Pedroso.

O concerto passou por três momentos diferentes, envolvendo repertório tradicional, contemporâneo e impressionista. O concerto foi iniciado com a execução de Choros nº 7 “Settimino”, de Heitor Villa-Lobos, em homenagem ao cinquentenário de morte do compositor. Na sequência, foi executada a obra Légende, de André Caplet.

Ainda na primeira parte do concerto, foi executada a Sinfonia de Navios Andantes, de Gilberto Mendes – compositor homenageado do festival, feita especialmente para esta edição do evento. Antes da execução da obra, Gilberto Mendes falou sobre a peça, que se baseia em um poema de Flavio Viegas Amoreira, um texto protesto contra aqueles que reclamam dos apitos dos navios no cais de Santos. Mendes saudou o público e convidou a todos para “um passeio musical”.

Após o intervalo, o programa foi seguido com mais composições contemporâneas: de Tristan Murail e Stefano Gervasoni. Assim como Gilberto Mendes, Gervasoni, que é o compositor residente desta edição do festival, subiu ao palco e falou sobre o ciclo Poèmes Français, composto entre os anos de 1994 e 1996, com base em poemas franceses escritos por não franceses: Ungaretti, Beckett e Rilke. Gervasoni explicou que os poemas falam da “constante tentiva dos homens em dominar a terra e que, nestas tentativas, eles acabam criando as suas próprias prisões”, e ressaltou que as peças foram compostas “sem interferir na sequência dos poemas, trazendo diversos momentos recheados de silêncio”. O concerto foi encerrado com o impressionista Trois Poèmes de Stephane Mallarmé, de Maurice Ravel.


Foto de Heloísa Bortz

Fonte: (Comunicação - Santa Marcelina Cultura)
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