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Nos últimos anos, o Festival de Campos do Jordão homenageou Joseph Haydn, a música das Américas, a música da Rússia e, no final da edição do ano passado, estávamos jubilantes com o tema que tínhamos escolhido para 2007: homenagem à mulher.
No século XXI, não se pode ignorar a importância da mulher, que se impõe mais e mais na sociedade. Na música clássica — uma das manifestações artísticas historicamente mais conservadoras — é surpreendente o destaque e o espaço que as mulheres vêm conquistando.
Nesta fantástica edição do Festival de Campos do Jordão, ao longo das próximas três semanas, traremos aos nossos palcos e salas de ensaios e de aulas aproximadamente 500 mulheres, entre alunas, professoras, artistas residentes e artistas convidadas, compositoras, regentes, cantoras, instrumentistas e diretora cênica.
Costumo dizer que, se é bom, queremos mais. Nesse sentido, os nossos
concertos, como vêm acontecendo nos últimos quatro anos, ocorrerão
no excelente Auditório Claudio Santoro — uma das melhores acústicas
do Brasil — no Palácio Boa Vista, na Igreja São Benedito, na Igreja
Santa Terezinha e na Sala São Paulo. Retomamos o sucesso da Ópera
da Meia-Noite, no Espaço Cultural Dr. Além, com direito a uma
saborosa sopa servida após o espetáculo, e estamos dobrando o número
de concertos ao ar livre, na Praça do Capivari, onde, a cada apresentação,
reúne-se a média de 3.000 pessoas.
Como nos últimos anos, o elenco de artistas residentes do Festival inclui renomados solistas e professores, provenientes de vários países e das principais escolas de música do mundo. Neste ano, as audições para a seleção de bolsistas foram realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Boston, Caracas, San José da Costa Rica, Santiago e Buenos Aires.
A Orquestra Acadêmica, um dos maiores orgulhos do nosso Festival, vencedora do Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra em 2005 e do Prêmio TIM com o Melhor CD Clássico de 2006, atrai a cada ano os mais preparados e mais talentosos jovens músicos do Brasil e das Américas, sendo consi`?derada hoje uma das melhores na sua categoria. Neste Festival, ela gravará o seu quinto CD.
Várias atrações destacam-se em nossa programação: Dame Kiri Te Kanawa, a compositora residente Jocy de Oliveira, as estréias sul-americanas das renomadas integrantes do Trio Eroica, da violonista Sharon Isbin, da trompetista Alison Balsom, além do London Brass, Cristina Ortiz, Antônio Meneses, Jean-Louis Steuerman, dentre outros.
Faremos grandes homenagens às nossas maiores mulheres da música: Chiquinha Gonzaga, Bidú Sayão e Guiomar Novaes.
Carla Camurati faz a direção cênica da ópera Rita, de Donizetti,
com regência da brasileira Debora Waldman, radicada em Paris. Um
Festival dessa magnitude, importância e reconhecimento — hoje o
maior e mais prestigioso da América Latina — não seria possível
sem o imprescindível compromisso do Governo do Estado de São Paulo,
por meio da Secretaria de Estado da Cultura. Agradecemos especialmente
ao Bradesco Prime que, além de patrocinador Master do Festival,
apresenta no Brasil Dame Kiri Te Kanawa, com a Orquestra Sinfônica
Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, e também à Sabesp, demais
patrocinadores e apoiadores, à Prefeitura de Campos do Jordão, à
Fundação Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela
e ao Mozarteum Brasileiro.
Agradeço e parabenizo a toda a equipe de administração, núcleo pedagógico e produção do Festival, que trabalham com esmero e dedicação para viabilizar, durante o mês de julho, a melhor escola de música do Brasil.
Sejam bem-vindos!
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